TENDÊNCIAS.
REFERÊNCIAS.
COMPORTAMENTO.
DA EUROPA
PARA O BRASIL.

Moda

Inteligência artificial na indústria têxtil é tema do TexMeeting 2026

O tema do TexMeeting, promovido pela Texfor - Confederación de la Industria Textil, foi La industria en modo agente: Cuando la IA pasa a la acción. 

Em uma manhã super agradável no edifício Mirador, em Barcelona, especialistas discutiram os desafios da implementação da inteligência artificial no setor têxtil europeu, destacando a importância da gestão de dados, da cultura organizacional e da capacitação profissional.

Segundo Jaume Balaguer, presidente da Texfor, a inteligência artificial já faz parte da realidade das empresas europeias. Segundo dado apresentado durante um encontro da Texfor, 55% das empresas na Europa já utilizam IA em seus processos. O número reforça uma transformação que vai além da incorporação de novas tecnologias e coloca em discussão a maneira como as organizações administram informações, preservam conhecimento e tomam decisões.


Além de duas palestras, o evento também reuniu especialistas em uma mesa-redonda. Mediada por Christian de Angelis, Consejero Delegado de Modaes, o debate foi dedicada às oportunidades e aos desafios da inteligência artificial na indústria têxtil.

Tecnologia com propósito

Um dos principais pontos abordados foi a necessidade de compreender os problemas reais das empresas antes de implementar soluções tecnológicas.

Para Lluc Guarro, da Syntheticworks, a adoção da inteligência artificial não deve acontecer simplesmente pela necessidade de acompanhar tendências. O primeiro passo é identificar onde a tecnologia pode agregar valor e quais problemas podem ser resolvidos.

Nesse processo, três etapas foram destacadas: estratégia, organização dos dados e desenvolvimento de um projeto piloto, permitindo testar soluções antes de ampliar sua aplicação.

A transformação também exige uma mudança na cultura das empresas, especialmente na forma como as informações são organizadas, compartilhadas e utilizadas pelas equipes.

Preservar o conhecimento para acelerar decisões

A gestão do conhecimento apareceu como uma das aplicações estratégicas da inteligência artificial, uma forma de manter o histórico das empresas (o que já foi feito, como foi feito e os erros e acertos de cada ação).

Entre os exemplos discutidos, Toni Romero da Sedatex, destacou o potencial da tecnologia para acelerar a tomada de decisões, antecipar cenários e identificar possíveis erros a partir de informações e experiências anteriores.

A capacidade de reunir informações, registrar históricos e recuperar experiências anteriores permite que as empresas preservem seu know-how, evitando que conhecimentos acumulados ao longo dos anos se percam.

Mais do que automatizar processos, a inteligência artificial pode contribuir para a construção de uma memória organizacional, transformando dados e experiências em recursos para decisões futuras.

O fator humano na transformação digital

A inteligência artificial também amplia as possibilidades de atuação dos profissionais.

Javier Chasco, da NAITEC, destacou como essas ferramentas permitem que equipes desenvolvam atividades para as quais anteriormente não possuíam conhecimentos técnicos específicos, como determinadas tarefas de programação.

Essa ampliação de capacidades reforça o papel do capital humano na transformação digital. A adaptação às novas tecnologias, a disposição para aprender e a capacidade de transformar processos tornam-se competências cada vez mais relevantes.

Ao mesmo tempo, a implementação da IA ainda enfrenta obstáculos na indústria têxtil, especialmente relacionados à digitalização dos processos e à segurança das informações.

Como medir os resultados da inteligência artificial?

Outro ponto central da discussão foi a necessidade de estabelecer indicadores claros para avaliar os resultados da tecnologia.

Segundo Lluc Guarro, antes de calcular possíveis economias financeiras, as empresas precisam definir KPIs e objetivos capazes de demonstrar mudanças tangíveis nos processos.

A proposta é compreender não apenas quanto a inteligência artificial pode reduzir custos, mas também como ela pode melhorar a qualidade das decisões, otimizar operações e fortalecer a capacidade de resposta das organizações.

Uma transformação que começa nas pessoas

As discussões evidenciaram que o futuro da inteligência artificial na indústria têxtil não depende exclusivamente da evolução das ferramentas disponíveis.

A qualidade dos dados, a preservação do conhecimento, a cultura organizacional e a capacidade de adaptação das equipes são fatores fundamentais para que a tecnologia produza resultados concretos.

Em um setor que ainda enfrenta desafios de digitalização, a inteligência artificial representa uma oportunidade de transformação, desde que sua implementação esteja conectada às necessidades reais das empresas e às competências das pessoas que fazem parte delas.

Campanha Textile reels

No evento também foi divulgada a campanha Textile reels, uma campana voltada a genZ para fomentar o interesse das novas gerações na carreira têxtil. A campanha é uma iniciativa da Fundació per la Indústria e da Fundación Textil Algodonera, com a colaboração da Texfor.


Sou super suspeita pra falar sobre a indústria têxtil, porque ela está na minha primeira formação em moda no Senai de Moda e Design e essa escolha permeou toda a minha carreira até hoje, tanto que eu sigo em feiras de matéria-prima pelo mundo a fora.


COMPARTILHEFACEBOOK ↗PINTEREST ↗
 

Siga no Instagram

Editorias

Siga no Pinterest