Será que o varejo físico vai acabar?

Quantas vezes você já leu que o e-commerce vai tomar conta do varejo e que ninguém mais vai comprar no varejo físico? Eu escuto isso desde 2011 quando mudei pra São Paulo e comecei a participar de vários eventos de varejo e tendências.

Estamos em 2021, em meio a uma pandemia que já dura um ano, e eu aposto que você tá lendo esse post e pensando em como é bom viver a experiência de ir até uma loja e fazer compras.

Se antes eu já escutava todas essas previsões bombásticas sobre as lojas físicas desaparecerem com uma certa descrença, depois desse último ano tenho certeza que nada substitui a experiência de uma ida a loja.



Sigo acreditando que o melhor caminho é a multicanalidade. O on e o off-line se complementam, as experiências são diferentes e a integração entre os dois ambientes é a melhor escolha para as marcas que já tem loja física.

E por que eu coloquei essa foto da vitrine da Zara com tela azul? Pra lembrar que nunca podemos contar com apenas um canal de venda e divulgação, porque em algum momento o cenário muda ou algum problema acontece e a gente depositou os esforços em um canal só.

Foto: Reprodução (LinkedIn)

Bottega Veneta lança revista digital trimestral

12:43

A Bottega Veneta acaba de lançar sua revista digital trimestral. Alguns meses depois de deixar as redes sociais, a marca lança um compilado de imagens e vídeos que mostram seus produtos imersos em muita arte.


Junto com a revista, praticamente um manifesto na legenda do CEO da marca “sobre a importância de explorar um ritmo mais lento no consumo da cultura hoje”.



A gente sabia que algo estava por trás da saída da Bottega Veneta das redes, mas vocês imaginavam que era uma revista? Para acessar todo o conteúdo, é só entrar aqui 




Destaques do desfile | Raf Simons - Inverno 2021/22

21:42

Nessa semana Raf Simons (que também diretor criativo da Prada) apresentou sua coleção homônima de Inverno 2021/2022 na Bélgica, seu país natal.

Modelagens amplas seguem sendo o ponto alto das coleções de inverno, com Raf Simons não foi diferente. Os maxi casacos bem fofinhos em tecidos tecnológicos aparecem em tons discretos, enquanto os blusões apareceram super coloridos e vibrantes.



A modelagem das mangas é tão maxi, que foi necessário desenvolver um acessórios para segurar as mangas. Ele é uma osada de mão que apareceu colorida e em metal segurando várias mangas durante o desfile.

As luvas foram outro acessório que apareceram muito nesses últimos desfiles de inverno. Todo o styling desse desfile ficou maravilhoso, nele a luva dá seguimento as mangas enormes dando um certo equilibrio para os looks.


Os corações, que foram pauta no início da semana, apareceram em brincos, anéis e colares. As etiquetas que aparecem no desfile ajudaram a dar foco nas palavras usadas como tema do desfile, mas fora da passarela ajudam a dar força para marca (é quase o mesmo racional do retorno dos monogramas que eu comentei no post das vitrines da Givenchy).

A comunicação visual e o rompimento do limite das vitrines

Uma técnica antiga tem literalmente "tomado as ruas" quando o assunto é visual merchandising e comunicação visual. O rompimento da barreira do vidro, ajuda a criar uma interação com quem passa na rua e é uma ótima forma de conversar com o consumidor e o convidar para entrar na loja.


Quando falamos em vitrines que passam dos limites do vidro eu sempre lembro do projeto da Harvey Nichols de Londres.


Em 1997, no meio da semana de moda de Londres, o  Estúdio do Thomas Heatherwick criou estruturas que começavam dentro da loja e invadiam a fachada.  Era como não houvesse vidro nas vitrines.



Essa semana vimos fotos da nova colab entre a Polaroid e a Lacoste. Na Marcy's o arco-íris da Polaroid invadiu as calçadas e ajuda a informar a nova colab com a Lacoste dentro da loja. 





Em uma das últimas vitrines da Topshop, no Dia do Orgulho LGBTQIA+, a mesma técnica de avanço da comunicação visual já tinha sido super bem usada.


No meio do ano passado, eu já tinha salvo essa imagem da Dior. Aqui a estampa chave da coleção também ultrapassa o espaço expositivo.


No Instagram, link aqui, gravei uma série de Reel falando sobre a mesma técnica usada dentro das lojas.  

Como usar coturno

22:46

 


Bastou surgir a primeira brisa de outono pra gente já pensar em como usar as primeiras tendências de outono/inverno. O coturno, apesar de ser um item chave pra se ter no guarda roupa independente de tendência, está com tudo nesse ano e é a aposta certeira pra montar looks super estilosos.


O jogo entre leve e pesado é perfeito para destacar o coturno nas produções. Use com saias e vestidos mais esvoaçantes, lembrando que o comprimento ideal é o que deixa o coturno mais à mostra.


Calças mais largas e com bolsos utilitários resgatam a pegada militar dos coturnos, principalmente quando são usados por cima da calça. O toque sofisticado fica por conta da escolha da cartela de cores, os tons terrosos funcionam super bem


O coturno combinado com peças de alfaiataria deixa qualquer produção menos óbvia. Um ótimo truque de styling é usar as calças de alfaiataria levemente dobradas deixando o coturno mais à mostra.


A volta dos monogramas

Os monogramas voltaram com tudo, marcas como Givenchy, Fendi, Jimmy Choo, Gucci e Versace apostaram no revival. Esse revival faz parte de uma estratégia das marcas de luxo contra a reprodução das suas criações, já que fazia tempo que não víamos tantas marcas grandes e expressivas no mercado copiando modelos de bolsas e calçados de marcas de luxo.

Uma das formas mais fáceis de inibir essas reproduções, é reverenciar o próprio logo de forma que a exposição dele volte a ser moda e com isso, garantir que a venda das peças com monograma seja mais forte do que a cópia dos designs de outras peças. 

Enquanto a maioria das marcas aplica os monogramas apenas em seus produtos, a Givenchy resolveu explorar a arquitetura das suas lojas.



Explorar as texturas e cores no store design foi uma maneira super inteligente de reavivar a logomania, os monogramas foram parar nas vitrines em duas cores diferentes e também aparecem aplicados em paredes de espelho e no mobiliário dentro das lojas.







 
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